As 197 unidades prisionais da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) estão utilizando a tecnologia de reconhecimento facial desenvolvida pela Prodemge. O projeto é uma parceria entre a Companhia e a Diretoria de Sistemas de Informação da Seap, e tem como objetivo agilizar o processo de entrada e saída dos presos e evitar fraudes no sistema prisional. A nova tecnologia é integrada ao Sistema Integrado de Gestão Prisional (Sigpri) e utiliza seu acervo com mais de 500 mil imagens.

A solução foi disponibilizada no Sigpri em 15 de maio e ficará em testes por 60 dias, período no qual serão verificadas questões como processamento, tempo de reposta e índice de confiabilidade dos resultados. Apesar da aplicação ainda estar em fase inicial, a Superintendência de Negócios (SNE) já recebeu feedback bastante positivo do cliente (Seap), que relatou a identificação de uma fraude por falsidade ideológica utilizando a solução de reconhecimento facial, com apenas 15 dias de utilização.

O gerente de relacionamento Leomar de Araújo disse que o cliente também está muito satisfeito com o tempo de resposta da aplicação, fator determinante para a eficiência dos resultados. “Em vista da redução de custos e do aumento da eficiência nas unidades prisionais, percebida com pouco tempo de experiência com o sistema, a Seap já fala em diminuir o período de testes e completar a implementação”, contou.

De acordo com o superintendente de Sistemas de Defesa, Ladimir Freitas, esse trabalho é resultado de um projeto de modernização e inovação dos sistemas relacionados à segurança pública iniciado em 2018. Idealizado na Superintendência de Sistemas de Defesa (SSD), ele envolveu empregados das gerências de Sistema de Segurança Militar (GSM), de Sistemas de Segurança Civil (GSC) e de Sistemas Prisionais (GSV) e as antigas gerências de Pesquisa e Desenvolvimento e de Tecnologia, ligadas a extinta Superintendência de Inovação, que avaliaram ferramentas e tecnologias específicas para a inclusão do reconhecimento facial no Sistema Integrado de Gestão Prisional (Sigpri), piloto do projeto.

Paralelamente, a antiga Gerência de Sala de Situação, tendo à frente o empregado Felipe Santana (atualmente na Gerência de Arquitetura), estava desenvolvendo uma API de reconhecimento facial, para outras finalidades. Como essa API estava em estado avançado de desenvolvimento e apresentava resultados satisfatórios, a SSD optou por utilizá-la. A GSV, então, desenvolveu os serviços de integração com a API e a camada de interface no Sigpri.

Ladimir Freitas acrescenta que o intuito do projeto é levar a inovação tecnológica para o sistema prisional e, em breve, para outros sistemas voltados à segurança pública, trazendo a perspectivas de novos negócios e benefícios para o cidadão. Em entrevista à rádio Itatiaia, o superintendente de Tecnologia, Comunicação, Informação e Modernização do Sistema Prisional, Adão Jairo Souza Porto, destacou a importância das novidades para as unidades prisionais, e disse que futuramente o sistema pode ser expandido e integrado a demais forças de segurança. Órgãos de segurança de outros Estados também já demonstraram interesse em adquirir a aplicação. 

Processo de desenvolvimento

Idealizador da API de reconhecimento facial, Felipe Santana (GAC) conta que o desenvolvimento foi feito internamente, sem a necessidade de outros fornecedores ou de aquisição de componentes externos. “Esse tipo de processo deixa a construção mais prática, e é uma iniciativa que permite a outros projetos utilizar tecnologias disruptivas como o reconhecimento facial. Com certeza essa solução tem potencial para diversas aplicações, como busca de desaparecidos e outros sistemas de identificação do governo”, destacou.

Responsável pela integração e interface com o Sigpri, Israel Emerick (GSV) explica que o processo de criação da solução de reconhecimento facial pela Prodemge teve muitas vantagens, principalmente para a entrega de valor ao cliente e para o trabalho dos desenvolvedores. “O sistema de reconhecimento facial que entregamos apresenta maior precisão, maior facilidade de coleta de insumos para o processo de identificação. Isso é essencial para evitar que presos, por exemplo, tenham mais de um registro com nomes diferentes. Quanto ao desenvolvimento da integração, é uma grande vantagem ter um sistema apto para ser integrado via serviços, que recebe correções e evoluções ao longo do processo. Isso nos permitiu entregar a solução em menor tempo”, esclareceu. A gerente da GSV, Stefane Melo, completou dizendo que trabalhar com integrações e reuso no desenvolvimento traz muitos benefícios  como economia, produtividade e trocas de conhecimento muito ricas.

 

Crédito da foto: Dirceu Aurélio/Seap

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